Qual a relação entre o DIU e as doenças pélvicas?
Saúde da Mulher

Qual a relação entre o DIU e as doenças pélvicas?

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Muitos mitos surgem sobre o DIU e as doenças pélvicas, doenças sexualmente transmissíveis, infecções, entre outras. Você talvez só tenha ouvido falar sobre o DIU de Cobre mais recentemente – mais ou menos de cinco anos para cá, certo? O dispositivo intrauterino, no entanto, está longe de ser uma novidade.

Ele surgiu lá na década de 60, nos EUA, com a promessa de ser um método contraceptivo reversível, eficaz e de longa duração. Os de cobre, após vários avanços tecnológicos, foram lançados na década de 70. Então você deve estar se perguntando por que sua mãe e tias não usavam DIU e o método era pouco disseminado.

E a resposta é simples: porque, como praticamente qualquer novidade, ele era cercado de mitos e informações imprecisas. Hoje ofertado inclusive pelo Ministério da Saúde, por meio do Sistema Único da Saúde (SUS), o DIU de Cobre se mostrou um método eficaz, prático, sem hormônios e com longo tempo de ação, derrubando vários dos mal-entendidos que o cercavam.

Um deles, por exemplo, era que o DIU poderia aumentar a proliferação de doenças.

DIU e as doenças pélvicas, chega de mitos!


De uma vez por todas, vamos deixar claro: O DIU de Cobre não aumenta o risco de doenças inflamatórias pélvicas. O que acontece é que, no momento da colocação, o útero se torna propício ao contato com bactérias, mas raramente ocorre infecção.

As doenças vaginais, portanto, podem acometer as mulheres independente de terem DIU de Cobre. Por isso, é sempre bom ficar atenta ao seu corpo e procurar ajuda médica. Você sabe o que é uma doença inflamatória pélvica?

Sintomas da infecção pélvica


Geralmente causadas por bactérias na vagina, as doenças inflamatórias pélvicas (DIP) são transmitidas durante as relações sexuais, com um parceiro que tenha uma doença sexualmente transmissível. Cerca de 15% das mulheres infectadas com gonorreia ou clamídia, por exemplo, acabam desenvolvendo doença inflamatória pélvica.

Dependendo da bactéria que provoca a doença, o quadro pode variar: se for uma infecção aguda, os sintomas são mais evidentes; se for mais crônica, podem ser discretos e persistir por semanas e meses.

Os principais sintomas são dor na parte inferior do abdômen, corrimento vaginal amarelado ou esverdeado – e com forte odor –, sangramento irregular, dor ao urinar e febre. Eles podem surgir isoladamente ou ao mesmo tempo.

O diagnóstico precisa ser feito por um médico ginecologista, que irá avaliar os sintomas e solicitar análises laboratoriais de sangue, urina e do corrimento vaginal. Uma ultrassonografia também pode ser aconselhada. É o médico também quem irá recomendar o melhor tratamento, geralmente à base de antibióticos.

Se a mulher estiver com alguma infecção, não é recomendada a inserção do DIU. Após o tratamento, no entanto, não há impedimento para a colocação do dispositivo.

Agora que você já sabe o que são as doenças inflamatórias pélvicas, vamos adotar alguns cuidados, como fazer uso de preservativos e manter relações sexuais com apenas um parceiro. E lembre-se: já ficou no passado aquela concepção de que o DIU colaborava na proliferação de doenças. Isso é mito!

Boa semana e até a próxima!

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