Quem pode usar o DIU de cobre?
DIU de cobre

Quem pode usar o DIU de cobre?

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A escolha do método contraceptivo ideal para cada mulher deve levar em conta uma série de condicionantes, que vão desde a eficácia do método, a sua amplitude de proteção, seus efeitos colaterais e possíveis restrições à sua adoção. Quem pesquisou os métodos contraceptivos disponíveis no mercado e está em busca de uma proteção efetiva e duradoura contra a gravidez, provavelmente chegou ao dispositivo intrauterino de cobre, o DIU de cobre, como uma interessante possibilidade.

O DIU de cobre


Existem alguns modelos de DIU de Cobre, que diferem entre si pelo formato e pela quantidade de cobre que possuem, mas que apresentam basicamente os mesmos índices de prevenção à gravidez, em torno de 99,3%, índice este que é superior ao das pílulas anticoncepcionais, que é de cerca de 94%.

Os DIU de cobre mais comuns possuem poucos milímetros e tem formato de T. Compostos de polietileno e possuindo partes revestidas de cobre, eles são inseridos de forma rápida e fácil no próprio consultório ginecológico ou posto de saúde.

Podendo ficar inserido no organismo por mais de 10 anos, mantendo a sua eficácia contraceptiva por todo esse período. O DIU de cobre mostra-se como uma excelente alternativa para mulheres que buscam evitar a gravidez sem uso de hormônios.

Apesar de ganhar cada vez mais popularidade no Brasil e no mundo, no entanto, algumas dúvidas sobre o dispositivo, como por exemplo quais mulheres podem ou não utiliza-lo, ainda existem.

Pré-requisitos para a inserção do DIU de Cobre


Pode ser utilizado por qualquer mulher que esteja em idade fértil, desde a primeira menstruação até a menopausa.

Sobre as contraindicações à inserção dos dispositivos intrauterinos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, elas podem ser divididas em contraindicações absolutas e contraindicações relativas, ou seja, casos em que o DIU de cobre não pode ser utilizado de maneira alguma e situações em que o médico fará uma análise do caso específico, para ver se o método é ou não o mais adequado.

Contraindicações absolutas


O DIU de cobre não deve ser inserido quando:

  •         A mulher estiver grávida

  •         Possuir Doença Inflamatória Pélvica (DIP) ou doença sexualmente transmitida (DST) atual, recorrente ou recente (três últimos meses)

  •        Sépsis Puerperal (infecção do útero e região no pós-parto)

  •         Imediatamente pós-aborto séptico (infecção no útero durante, pouco antes ou depois de um abortamento)

  •         Cavidade uterina severamente deturpada

  •         Hemorragia vaginal inexplicada

  •        Câncer cervical ou endometrial

  •        Doença trofoblástica maligna

  •         Alergia ao cobre


Contraindicações relativas


São as situações em que o médico ginecologista fará a avaliação da paciente para ver se é possível a inserção do DIU de cobre:

  •         Fator de risco para DSTs ou HIV

  •         Imunidade comprometida – em mulheres HIV-POSITIVO ou em mulheres utilizando corticosteroide

  •         De 48 horas a quatro semanas pós-parto

  •         Câncer de ovário

  •         Doença trofoblástica benigna


A fim de verificar a presença destas possíveis contraindicações, o médico ginecologista deverá prescrever e realizar alguns exames clínicos e laboratoriais, como exames de sangue e ultrassonografias e, inexistindo tais contraindicações, se este for o método mais adequado para aquela paciente, o DIU de cobre poderá ser inserido sem que haja outros pré-requisitos.

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