Pílulas anticoncepcionais e a redução da libido
DIU de cobre

Pílulas anticoncepcionais e a redução da libido

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De acordo com o Manual de Anticoncepção da FEBRASGO – Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, o uso de pílulas anticoncepcionais, também chamadas de anticoncepcionais orais combinados (AOCs), é o método contraceptivo mais utilizado no mundo. Apesar de sua enorme popularidade, quando comparado a outros métodos de contracepção, como o DIU de Cobre, a pílula pode apresentar algumas desvantagens para determinadas pacientes, como a redução da libido, por exemplo.

Desenvolvida na década de 60, as pílulas são compostas de hormônios sintéticos, geralmente de progestágeno e de estrógeno, que inibem a ovulação e, assim, impedem a gravidez.

Segundo o manual, publicado em 2015, estima-se que, anualmente, as pílulas sejam utilizadas por mais de 100 milhões de mulheres em todo o mundo. No Brasil, a estimativa é que aproximadamente 27% das mulheres em idade fértil façam uso da pílula.

Apesar de a pílula ter se consolidado no imaginário coletivo como um sinônimo de libertação feminina, de controle do próprio corpo e de um demonstrativo da capacidade decisória da mulher por engravidar ou não, este método contraceptivo, como todo medicamento, também possui efeitos colaterais.

O mecanismo da redução da libido nas pílulas


Como a pílula funciona alterando a disponibilidade do estrogênio e da progesterona, essa variação nos níveis hormonais pode também acarretar, em alguns casos, em alterações na sensibilidade corpórea das mulheres que fazem uso do medicamento, ocasionando, por exemplo a redução da libido.

A redução da libido, segundo informação disponibilizada no blog do Ministério da Saúde, está relacionada ao progestágeno, que possui ação antiandrogênica, ou seja, que inibe a atuação de hormônios esteroides responsáveis em parte pelo apetite sexual.

O progestágeno também pode ser responsável pelo aumento da retenção de líquidos ou fazer com que a paciente urine mais vezes ao dia do que o normal. Em contrapartida, o uso das pílulas pode reduzir a incidência de acnes e diminuir a oleosidade da pele.

Efeitos colaterais mais temidos das pílulas anticoncepcionais


Segundo o manual da FEBRASGO, dentre os riscos mais temidos do uso das pílulas anticoncepcionais estão as complicações vasculares, como a trombose (tromboembolismo venoso), o infarto do miocárdio e o acidente vascular cerebral.

Apesar de temidos, tais eventos mostram-se bastante raros e geralmente estão associados ao uso de medicamentos mais antigos, que possuíam doses hormonais mais elevadas, além de outros fatores de risco originados das próprias pacientes, como o tabagismo, o diabetes e a hipertensão arterial.

Há ainda outros eventos adversos que também são observados em parte das pacientes que se utilizam da pílula, sendo os mais comuns as náuseas, as dores de cabeça, sangramentos intermenstruais irregulares, dor nas mamas e ganho de peso.

Escolhendo o melhor método contraceptivo


A escolha do método contraceptivo mais adequado para cada mulher é uma decisão que deve levar em conta uma série de fatores, uma decisão a ser tomada em conjunto pelas pacientes e pelos médicos ginecologistas. Deve-se ponderar, por exemplo, sobre a eficácia do método, sobre os efeitos físicos e psicológicos que o uso de determinado produto pode acarretar, bem como da possibilidade de esquecimento de ingerir o remédio, o que pode reduzir a eficácia contraceptiva.

Dentre os métodos anticoncepcionais reversíveis, ou seja, aqueles que não causam infertilidade, mas sim que impedem momentaneamente a ocorrência da gravidez, uma possibilidade ainda pouco explorada em nosso país, porém muito eficiente, é o Dispositivo Intrauterino de Cobre – DIU de Cobre.

Vantagens do DIU de Cobre


Inserido na cavidade uterina, o DIU de Cobre é um dispositivo com cerca de 30 milímetros, composto de um plástico revestido de cobre, que funciona como uma barreira física que impossibilita que o óvulo e o espermatozóide se encontrem, ou seja, impede que a fecundação ocorra.

Além da barreira física propriamente dita, o cobre presente no dispositivo também funciona como um poderoso espermicida, o que aumenta os índices de eficácia do método.

Segundo o Manual de Anticoncepção, “O cobre é responsável pelo aumento da produção de prostaglandinas e pela inibição de enzimas endometriais. Estas mudanças afetam adversamente o transporte de esperma, de modo a prevenir a fertilização. Os íons de cobre também têm um efeito direto na motilidade espermática, reduzindo a capacidade de penetração no muco cervical.”

Como o DIU de Cobre não utiliza hormônios, ele é um método que pouco ou nada altera as funções orgânicas das mulheres que o utilizam, evitando-se assim os possíveis efeitos colaterais das pílulas, como a redução da libido, aumento de peso, dor nas mamas, dores de cabeça, náuseas e até mesmo os problemas circulatórios mais graves, como tromboses e AVCs.

A inserção do dispositivo intrauterino de cobre é feita de forma rápida e segura por um médico ginecologista, através de procedimento que não necessita de anestesia e pode ser realizado no próprio consultório ou ambulatório médico.

O DIU de Cobre é também disponibilizado gratuitamente pelo SUS, bastando que a mulher interessada no método compareça a uma unidade básica de saúde para obter maiores informações.

Conversar com um médico ginecologista, buscar conhecer todos os métodos contraceptivos existentes, comparar as vantagens e desvantagens de cada um deles e, principalmente, buscar o contraceptivo que melhor se enquadra a cada organismo é uma atitude que demonstra maturidade e respeito, um direito e dever de cada mulher.

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