Orgasmo: é hora de separar um espaço na agenda para o sexo
Saúde da Mulher

Orgasmo: é hora de separar um espaço na agenda para o sexo

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Sim, mulheres têm mais dificuldade de chegar ao orgasmo. Mas, se interessam pelo assunto e querem virar esse jogo.

Para falar sobre questões que permeiam a sexualidade feminina, a Doutora em Ciências da Saúde, pela UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), Meire Ribeiro indica pesquisas e referências consistentes sobre o assunto. Conhecer mais sobre esse tema é entender a melhor maneira de quebrar as barreiras que impedem a plenitude sexual feminina.

É correto afirmar que as mulheres têm mais dificuldade para chegar ao orgasmo? Essa análise obedece a critérios científicos? Infelizmente, indicadores científicos apontam, sim, para essa dificuldade.

Um amplo estudo trouxe, entre outras constatações, que mais da metade das mulheres tem dificuldades em chegar ao orgasmo. Realizada com três mil pessoas de sete regiões metropolitanas do país (São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador, Belém, Porto Alegre e Distrito Federal), a pesquisa Mosaico 2.0* revelou esse dado alarmante. No estudo, 55,6% das mulheres responderam que encontram problemas para atingir o orgasmo, 67% disseram que é difícil para se excitar e 59,7% relataram que sentem dor na relação.

O levantamento - Coordenado pela psiquiatra Carmita Abdo, do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex*) do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), o estudo mostrou que, embora tenham caído diversos tabus, ainda existem muitas diferenças entre a mulher e o homem, quando o assunto é sexo.

Por que a mulher parece se interessar menos por sexo? As mulheres buscam se empenhar mais na fase da conquista, ou seja, no início do relacionamento. A partir daí, algumas ficam satisfeitas e abrem mão do prazer, no ato sexual. Isso também acontece por dificuldades pessoais, parceiros apressados, e até pelo desconhecimento delas, por não saberem como estimular o próprio corpo ou ainda por não conseguirem relaxar.

DICAS PARA CHEGAR AO ORGASMO

. RELAXAR – abrir espaço na agenda para se dedicar ao prazer, pensar na sexualidade e viver as questões relacionadas ao assunto.

. AUTOESTIMA – ficar sempre atento. A autoestima baixa é um dos sinais de insegurança. Uma pessoa insegura não consegue dizer o que sente e gosta no sexo, pois tem medo de decepcionar o outro.

. AUTOCONHECIMENTO – prazer no sexo é algo extremamente pessoal: o que funciona bem para uma pessoa pode não funcionar para outra.

. MASTURBAÇÃO – para aprender o melhor jeito e descobrir os próprios pontos eróticos.

. ATIVIDADE FÍSICA – os músculos glúteos, abdominais transversos e oblíquos, quadrado lombar e assoalho pélvico são trabalhados e fortalecidos. A boa forma deles ajuda a chegar ao orgasmo.

. SAÚDE FÍSICA E EMOCIONAL – consulte sempre um ginecologista ou endocrinologista para investigar a saúde física, no geral. Se não chegar ao orgasmo, procure um profissional especializado em sexualidade, afinal, não chegar ao orgasmo, pode fazer com que algumas mulheres fiquem insatisfeitas, mal-humoradas. Algumas, se acomodam e desenvolvem doenças de fundo emocional que repercutem no físico.

. QUEBRAR TABUS – falar ao parceiro sobre o seu prazer e guiá-lo para o que dá prazer.

Para saber mais, consulte seu ginecologista. Há também profissionais especialistas na área de sexualidade e o Projeto de Sexualidade de São Paulo (Prosex), um serviço disponível ao público, oferecido pela Faculdade de Medicina na USP.

A psiquiatra Carmita Abdo é Doutora e livre-docente pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, fundadora e coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP.

Meire Ribeiro é Doutora em Ciências da Saúde (UNIFESP), Especialista em Práticas Corporais Integrativas, Sexualidade Humana (USP) e Intervenções e Práticas Sistêmicas com Casal e Família (UNIFESP).



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