O DIU de Cobre e a infertilidade feminina
Saúde da Mulher

O DIU de Cobre e a infertilidade feminina

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Nos diversos textos publicados neste blog, nosso foco majoritário sempre girou em torno do universo da contracepção, especialmente em relação ao dispositivo intrauterino de cobre. Agora vamos explorar o DIU de cobre e a infertilidade feminina.

Já trouxemos inúmeras vezes os benefícios e vantagens da adoção do DIU de cobre como método contraceptivo altamente eficaz e que vem ganhando cada vez mais espaço no Brasil e no mundo, consolidando-se como a interessante opção para mulheres que querem evitar ou não podem recorrer ao uso de hormônios para se evitar a gravidez.

Além do mais, o DIU de cobre mostra-se extremamente interessante para aquelas mulheres que buscam uma contracepção de longo prazo, já que o dispositivo pode ser mantido ininterruptamente no útero, por até 10 anos, mantendo a sua eficácia durante todo esse período.

DIU de Cobre e a Infertilidade


O DIU de cobre não causa infertilidade ou esterilidade após a retirada do dispositivo. A capacidade da mulher engravidar é totalmente restabelecida.

No entanto, enquanto muitas mulheres buscam evitar a gravidez, outras querem justamente o oposto, tem na gravidez um dos grandes sonhos e desejos de suas vidas.

E nessa jornada rumo à maternidade, que para algumas acontece de forma natural ou até mesmo de forma inesperada, para outras é repleta de entraves e empecilhos dos mais diversos, que muitas vezes acabam até mesmo por impedir que o sonho de ser mãe torne-se realidade.

Infertilidade e esterilidade feminina


Algumas mulheres sofrem de infertilidade, que é entendida como “a dificuldade de um casal obter gravidez no período de um ano tendo relações sexuais sem uso de nenhuma forma de anticoncepção”. (http://bvsms.saude.gov.br/dicas-em-saude/152-infertilidade-masculina )

Vale esclarecer que infertilidade não é a mesma coisa que esterilidade. A infertilidade pressupõe uma dificuldade, uma condição médica ou psicológica que dificulta a gestação. Já a esterilidade significa que não há qualquer possibilidade de gravidez.

A infertilidade pode ser primária, que é quando a mulher nunca engravidou ou, se engravidou, não conseguiu completar a gestação, ou pode ser secundária, que é quando a mulher já deu à luz ao menos uma vez, mas não o consegue novamente.

Principais causas da infertilidade feminina


Existem diversas causas relacionadas à infertilidade feminina, sendo as mais comuns:

* causas ovulares e ovarianas – pode estar relacionado à idade da mulher, que vai perdendo a sua fertilidade com o passar dos anos, bem como a certas condições e doenças crônicas, como a síndrome dos ovários policísticos, ausência de ovulação, menopausa precoce, hipotireoidismo, secreção excessiva de prolactina e insuficiência ovariana prematura.

* causas do canal endocervical e causas tubárias – geralmente causadas por endometriose ou infecções pélvicas, que podem causar a obstrução tubária, bem como a alterações nas secreções do muco cervical;

- causas ligadas à fertilização – geralmente decorrentes de problemas com o vigor do óvulo ou espermatozóide ou de defeitos nos cromossomos destas gametas;

- Endometriose – é o crescimento do endométrio, do tecido que reveste a parte interna do útero, para outras regiões do corpo, para fora do útero, o como nos ovários, trompas e outras partes, atrapalhando ou bloqueando a fecundação;

Além das causas trazidas acima, há também outros fatores que podem causar a infertilidade feminina, como o tabagismo, o consumo excessivo de álcool, o uso de drogas ilícitas, certos transtornos psicológicos, bem como o uso de alguns tipos de medicamentos.

Medicamentos que interferem na fertilidade feminina


Existem certos medicamentos que podem interferir de forma incisiva no sistema reprodutor feminino, prejudicando ou até mesmo inviabilizando as chances de concepção.

Dentre os principais medicamentos que podem causar a infertilidade estão alguns fármacos utilizados no tratamento de diversos tipos de cânceres e leucemias, como determinados tipos de agentes alquilantes e fármacos antineoplásicos utilizados na quimioterapia.

Certos medicamentos antirretrovirais, utilizados em pacientes com HIV, também parecem interferir de forma negativa nas taxas de fertilidade.

Anti-Inflamatórios não esteroides também parecem ter relação com a infertilidade.

Estudos também evidenciam que o uso de determinados fármacos utilizados no tratamento de doenças autoimunes, como o Lúpus, também reduz significativamente a fertilidade.

Procure um médico


Como vimos, a infertilidade pode estar relacionada a diversas condições físicas e psicológicas, bem como ao uso de determinados medicamentos, principalmente relacionados ao tratamento do câncer, HIV e doenças autoimunes.

Portanto, procurar um médico especialista em fertilidade é fundamental para que o diagnóstico correto seja feito e, assim, o tratamento mais adequado possa ser iniciado.

Então quer saber mais sobre o DIU de cobre, acesse nosso blog!

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