#escolhadape: A decisão pelo DIU de cobre
DIU de cobre

#escolhadape: A decisão pelo DIU de cobre

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Desde que comecei a falar no Instagram sobre a minha descoberta – de que é possível colocar o DIU de cobre pelo SUS – uma mulherada disparou a me fazer várias perguntas a respeito; mas acho que a primeira de todas (pra todas, rs) sempre é: POR QUE usar o DIU (de cobre) como método anticoncepcional?
E, pensando nisso, me liguei que quando eu soube da existência do bendito, minha pergunta foi “se existe isso, por que usar QUALQUER OUTRA COISA?”

Explico: tendo feito sexo pela primeira vez aos quase 15 anos e rapidamente me ligando da importância da contracepção, fui ao ginecologista com o intuito de garantí-la. Saí do consultório com uma receita de pílula anticoncepcional, claro; afinal, sua eficiência no quesito é imbatível. Mas será que isso justificou minha “escolha”?

No meu caso, não. Depois de tomar pílula por 3 anos, comecei a ter caroços nas mamas - para os quais, meu ginecologista da época me receitou um medicamento indicado para sexagenárias (?!?) e ainda assim, mega jovem e crédula, demorei mas 2 anos para, tendo constatado o crescimento dos caroços, ter ligado os pontos e suspeitado que tudo isso sumiria caso eu parasse de tomá-la... Suspeita essa prontamente confirmada pelo médico.

Desta feita, com a mira muito melhor ajustada, pude então refazer a pergunta: qual é o método anticoncepcional mais eficaz com as menores contraindicações? Qual oferece contracepção sem uso de hormônio envolvido? A resposta foi (e ainda é): o DIU de cobre.

Mesmo com todos os mitos que o envolvem (de novo, ainda), suas únicas reais consequências (eventual aumento de cólica e de fluxo menstrual) nunca estiveram perto de serem consideradas um problema por mim – até por entender que problema meeesmo era ter que tomar outro remédio pra controlar o surgimento de cistos mamários e nem assim ter 100% de sucesso.

Sendo assim, usei o DIU de cobre pelos últimos 30 anos da minha vida, mas estava sem há um tempinho já – quando o último venceu, a correria tava grande, eu demorei pra fazer os exames e a casa caiu dum jeito que... Bem, se você mora no Brasil, acho que você pode imaginar como, rs.

Portanto, você também não terá dificuldade em calcular a minha alegria ao descobrir que o nosso sistema público de saúde oferece a colocação completa do DIU de cobre, sem nenhum custo para qualquer mulher que não tenha contra indicação para o seu uso – calculou já, Bonita? Bati muitas palmas (e olha que eu não tô falando figurativamente dessa vez!)

A alegria foi tanta que decidi divulgar a descoberta, junto com a experiência que teria pela frente. E assim fui pro posto mais próximo da minha casa – que gente, é perto mesmo, tipo 3 quadras e meia, credita?? – fiz minha carteirinha e munida de todos os documentos necessários, marquei a 1ª consulta com o ginecologista e... volto pra te contar assim que todo o processo acabar.



 

*Penélope Nova é apresentadora e colunista no Escolha D. Durante os próximos meses, ela irá relatar a sua experiência de inserção do DIU de cobre pelo SUS. Acompanhe aqui no site e no instagram da Penélope.











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