O DIU de Cobre pode interferir na ressonância magnética?
DIU de cobre

O DIU de Cobre pode interferir na ressonância magnética?

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O DIU de cobre é um método contraceptivo reversível e de longa duração que a cada dia conquista mais e mais brasileiras. Conforme a popularidade do método aumenta, nada mais natural de que dúvidas a seu respeito também surjam. E uma destas dúvidas é sobre a realização de exames de ressonância magnética em mulheres que possuem o DIU de cobre inserido. Há alguma restrição a este tipo de exame? O DIU pode atrapalhar ou até mesmo impedir o exame de ressonância magnética?

A dúvida é compreensível, já que o aparelho que faz o exame de ressonância magnética funciona como uma espécie de ímã gigante, capaz de gerar um forte campo magnético que produz imagens em alta definição dos órgãos internos e dos tecidos do corpo.

A ressonância magnética é capaz de detectar uma série de doenças e problemas corporais, como cânceres, infartos, infecções, fraturas, esclerose múltiplas, AVC, doença de Alzheimer, hérnias e muitos outros.

Os pacientes submetidos a este exame ficam deitados em uma maca, e passam por uma espécie de tubo magnético, que faz o escaneamento corporal. Para a realização do exame, que pode levar de 15 minutos a duas horas, solicita-se aos pacientes que retirem do corpo e da roupa todos os objetos metálicos, como relógios, brincos, zíperes, moedas etc.

Alguns médicos também aconselham aos pacientes que não usem cosméticos e maquiagens, já que estes produtos podem conter elementos metálicos, que poderão interagir com os ímãs do equipamento e causar danos ao corpo.

Mas, e o DIU de Cobre, tem metal, certo?!


Certo! O DIU de cobre é um pequeno dispositivo flexível em formato de T, composto de polietileno, cujas hastes são de fato revestidas de cobre. É justamente o cobre que garante a eficácia contraceptiva do DIU que, quando acomodado no útero, gera uma leve inflamação local, suficiente para impedir que a fecundação do óvulo pelo espermatozóide ocorra.

Pelo fato de o DIU possuir o metal cobre em sua composição, é natural que as mulheres que o utilizam ou que pensam em adotá-lo e que porventura precisem fazer uma ressonância magnética tenham algum receio.

Apesar de possuir cobre em sua composição, no entanto, não há evidências de que o DIU seja um fator impeditivo para a realização do exame.

Segundo texto publicado no blog do Ministério da Saúde, que trata sobre os principais mitos sobre o DIU de cobre, encontramos a seguinte informação:

“Mulheres que utilizam DIU de cobre podem realizar ressonância magnética da pelve com segurança. Não há alteração significativa da temperatura intrauterina nesses casos.  Ainda assim, é importante lembrar ao radiologista que vai fazer o exame que a mulher utiliza o DIU.”

A acima afirmação também se repete no Manual Técnico para Profissionais de Saúde – DIU com Cobre T Cu 380.

De forma semelhante, estudo científico realizado com mulheres que possuem o dispositivo inserido e que foram submetidas ao exame de ressonância magnética em aparelho 3 Tesla, evidenciaram serem raras as interações e deslocamentos do dispositivo.

O exame se mostrou possível e não houve perda de qualidade de imagem quando comparado ao exame feito em mulheres sem o DIU. O estudo também recomenda que uma consulta com um médico ginecologista seja realizada após o exame, para verificar se de fato não houve qualquer deslocamento do DIU no organismo.

Sendo assim, apesar de a possibilidade da realização do exame de ressonância magnética em mulheres com DIU de cobre não se mostrar prejudicada, é sempre importante comunicar ao médico radiologista, que realizará o exame, sobre a presença do DIU, já que é ele quem de fato saberá se há algum outro fator restritivo.

Quer saber mais sobre o DIU de cobre? Acesse nosso blog!

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