Métodos contraceptivos interferem na fertilidade?
Saúde da Mulher

Métodos contraceptivos interferem na fertilidade?

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Vocês já devem ter reparado que houve uma mudança de comportamento por parte das mulheres de hoje em dia: o desejo da maternidade tem sido postergado. Seja para concluir a faculdade, realizar-se profissionalmente, alcançar estabilidade financeira ou até mesmo viajar, fato é que muitas mulheres optaram por ter filhos somente após os 30 anos. Esse adiamento, no entanto, fez com que algumas delas enfrentassem problemas na hora de engravidar. Quando isso acontece, sempre paira a dúvida: essa dificuldade está relacionada com o avanço da idade da mulher ou com o uso de métodos anticoncepcionais hormonais? E aí vale uma retrospectiva.

Quando surgiram os métodos contraceptivos?


Sem levarmos em consideração métodos caseiros e medicinais usados por povos antigos ou a interrupção do coito, os primeiros métodos contraceptivos surgiram na década de 60.

Apesar de representarem uma verdadeira revolução nos relacionamentos e comportamentos femininos, impactando a autonomia das mulheres sobre os próprios corpos, os métodos foram – desde a década de 70 – questionados pelos efeitos colaterais da carga hormonal aplicada às mulheres.

De maneira geral, eles não possuem o poder de interferir na fertilidade feminina - ao menos não há trabalhos científicos que comprovem essa relação. Mas o medicamento é relativamente novo na história e são as mulheres que hoje têm entre 30 e 40 anos as primeiras que fizeram uso contínuo dos hormônios por anos e anos e, justamente, as que têm tido dificuldade para engravidar.

Hormônios “mascaram” problemas de fertilidade


As causas da não gravidez podem até ocorrer por problemas como idade avançada das mulheres, baixa reserva ovariana ou infecções genitais, mas não há dúvidas de que métodos contraceptivos hormonais “mascaram” algumas dessas causas de infertilidade feminina.

E a explicação é bastante simples: eles alteram o principal alerta do corpo feminino, a menstruação. Quando o fluxo menstrual aumenta muito e repentinamente, pode indicar mioma, pólipo endometrial ou adenomiose; quando há falta de menstruação, pode ser sintoma de endometriose e síndrome dos ovários policísticos; se o ciclo menstrual foi menor que 24 dias, pode estar relacionado a feridas no colo do útero, câncer ou miomas. É claro que nem sempre alterações no ciclo menstrual são sinais de doenças, mas fato é que, se elas existirem, os hormônios presentes nos métodos contraceptivos podem mascarar os sintomas – uma vez que a menstruação aparentemente está regular.

Para exemplificar...


Uma mulher com cistos no ovário, por exemplo, não percebe que está com baixa ovulação uma vez que sua menstruação ocorre regularmente – caso não usasse métodos contraceptivos com hormônios, iria menstruar somente a cada 40, 50 dias ou mais.

Apenas quando ela decidir engravidar e suspender a medicação, portanto, descobrirá que talvez tenha que fazer tratamento para engravidar. E talvez seus planos de maternidade tenham que ser postergados.

É por isso que, para que sintomas não sejam “mascarados” e as mulheres tenham total consciência do que ocorre em seu corpo, o DIU de Cobre se torna o método mais vantajoso. Além de ser totalmente eficaz como contraceptivo, não possui hormônios e pode ser retirado do corpo da mulher quando ela desejar.

Vale a pena pensar nisso! Conhecer nosso corpo é imprescindível para termos controle sobre ele – e para tratarmos possíveis alterações.

Gostaram das dicas?

Até a próxima semana!

 

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