Candidíase: O que você precisa saber
Saúde da Mulher

Candidíase: O que você precisa saber

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A candidíase é uma infecção causada por fungos e que afeta a vida de muitas mulheres. Manifestando-se geralmente na região da vagina, causando corrimento espesso e esbranquiçado, vermelhidão e forte irritação no local, a infecção também pode ocorrer na boca (popularmente chamada de sapinho) e em outras partes do corpo, no entanto, de forma menos comum.

Causada por fungos do gênero Candida, a infecção mais corriqueira se dá pela levedura Candida Albicans, responsável por cerca 85% dos casos. A presença destes fungos na vagina pode ocorrer de forma espontânea, e não se dá necessariamente por meio de relações sexuais.

Os fungos do gênero Candida, diferentemente da maioria dos outros fungos, proliferam-se em ambientes ácidos, como o ambiente vaginal que, devido a uma microbiologia rica em lactobacilos que produzem peróxidos, formando ácido lático a partir do glicogênio, possui pH de 4,5. (fonte: http://www.dst.uff.br/revista13-4-2001/editorial.pdf)

Principais sintomas


Além do corrimento vaginal branco, espesso e sem cheiro, da irritação e da vermelhidão, pode ocorrer uma coceira intensa na vulva e na vagina, bem como inchaços na região. Ardores ao urinar e durante o ato sexual também são característicos desta infecção fúngica.

Principais causas


Estudos atribuem alguns fatores de risco à candidíase vulvovaginal, também chamada de CVV, tais como a presença de ciclos menstruais regulares, gravidez, uso de contraceptivos orais, terapia de reposição hormonal, diabetes mellitus, bem como hábitos de higiene inadequados e o uso de roupas íntimas sintéticas e justas, que impedem a passagem de ar e aumentam a umidade do local. (fonte: http://www.scielo.br/pdf/rbgo/v29n1/a02v29n1)

A presença de outras doenças que reduzem a capacidade do sistema imunológico, como a AIDS, assim como tratamentos à base de antibióticos e a quimioterapia em pacientes com câncer, também são fatores que diminuem a imunidade, tornando o organismo mais propenso à candidíase.

Diagnóstico


O diagnóstico deve ser feito por um médico ginecologista, que por meio de análises clínicas e de exames microscópicos, como o Papanicolau, detectará facilmente o problema. A realização de exames laboratoriais também pode ser necessária em casos mais agudos da infestação, a fim de verificar o exato “fundo” causador e prescrever o tratamento mais adequado.

Tratamento


O tratamento depende bastante do tipo de infestação e da quantidade de fungos encontrada, podendo variar também de acordo com a ocorrência da candidíase, ou seja, se a infecção é pontual ou recorrente. A critério do médico ginecologista e de acordo com o grau dos sintomas, o tratamento pode ser realizado por meio de medicamentos orais, de cremes antifúngicos tópicos ou do uso concomitante de ambos.

Em boa parte dos casos, a simples constatação da presença do fungo na flora vaginal, caso os sintomas estejam ausentes, não demanda nenhum tipo de tratamento. Alterações na alimentação e nos hábitos da paciente muitas vezes já são suficientes para reduzir ou até mesmo eliminar a presença destes fungos.

Boas práticas


Além do tratamento prescrito pelo médico, após controlada a infecção pela Candida, alguns hábitos e boas práticas também ajudam na prevenção. Atividades físicas, boa alimentação e um sono regrado são práticas que reduzem o estresse e aumentam a imunidade, e também podem contribuir para a redução do aparecimento e da proliferação fúngica.

Pacientes que usam DIU de cobre


O Dispositivo Intrauterino de Cobre – DIU de cobre, método contraceptivo extremamente eficaz, não interfere no tratamento da candidíase e também não é fator de aumento ou redução do contato com o fungo. “A incidência de candidíase não parece estar significativamente associada ao uso de dispositivo intrauterino” (fonte: http://www.scielo.br/pdf/rbgo/v29n1/a02v29n1 )

Apesar de ser um método enormemente eficaz na prevenção à gravidez, o DIU de cobre não impede o contato com os fungos do gênero Candida e nem evita o contágio de Doenças Sexualmente Transmissíveis, as DSTs.

Portanto, nunca é demais lembrar que a prevenção é sempre o melhor remédio!

Procure um médico ginecologista em caso de aparecimento destes e de outros sintomas e use sempre camisinha.

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