Palavra do Especialista

Posso usar mais de um método anticoncepcional, ao mesmo tempo?

Sim. É possível e recomendável. Segundo o ginecologista-obstetra e especialista em reprodução humana, Dr. Luiz Fernando Carvalho, combinar métodos anticoncepcionais e de barreira previnem a gravidez e a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis.

Confira também quando as combinações contraceptivas são mais indicadas e quando não se justificam sejam por aumento de eficácia ou por promoção à saúde.

Preservativo sempre


Se o objetivo é voltado à contracepção, ou seja, para evitar a gravidez, não há necessidade de associar métodos como o uso hormonal, por exemplo. O detalhe é que contraceptivos hormonais não protegem contra doenças sexualmente transmissíveis. Assim, a recomendação é sim somar, ao anticoncepcional, os métodos de barreira (preservativos feminino ou masculino). De preferência, sempre. Porém, alguns casais não recorrem a esse tipo de barreira porque acreditam que estão fora da zona de risco de contrair uma DST e apenas preocupam-se em evitar a gravidez.

Pílula e tabelinha somadas?


Nós não orientamos o uso de pílula e tabelinha (método comportamental), por duas razões essenciais. A primeira explica-se pela eficácia. Quando utilizada de maneira regular e tecnicamente correta, a pílula já apresenta efeito desejado e evita a gravidez, sem a necessidade de outro método associado. O segundo ponto relaciona-se à incompatibilidade. Mulheres que tomam pílula não conseguem realizar a contagem da tabelinha porque não têm ciclo menstrual.

Combinações oferecem riscos à saúde?


A própria combinação não oferece prejuízos à saúde. Mas, o uso da pílula tem que ser discutido com o médico porque pode acarretar efeitos indesejados, assim como o uso de qualquer outro medicamento. Para algumas mulheres, a pílula é contraindicada porque os componentes dela podem representar fator de risco para doenças específicas, quando há histórico, propensão, questão hereditária e outros. Como por exemplo: trombose e câncer de mama.

Atividade sexual saudável e proteção plena dependem de que?


O ideal é que o método escolhido seja atrelado ao estilo de vida da mulher, a partir de uma conversa franca e detalhada entre ela e o ginecologista. DIU de Cobre, adesivos transdérmicos e injetáveis são alternativas para quem esquece muito de tomar a pílula, por exemplo. Todos possuem eficácia muito próxima à cirurgia, quando usados corretamente.

A atividade sexual saudável engloba sempre um ato prazeroso, isso implica em manter a saúde livre de riscos evitáveis e de adotar medidas de proteção contra novas doenças. Para tanto, o melhor aliado é o uso do preservativo, principalmente, se a prática for realizada com diferentes parceiros, considerando um curto intervalo de tempo, entre um e outro. Mesmo para casais juntos há mais tempo, o preservativo é sempre indicado em favor de uma boa saúde.

Para saber mais, consulte seu ginecologista.

Dr. Luiz Fernando Carvalho, ginecologista-obstetra, especialista em reprodução humana. Diretor médico da Clínica Doktor´s. CRM: 125609

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